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NÃO DEVEMOS SENTIR MEDO,
DEVEMOS TER RESPEITO!
Há alguns padrões que devem
ser revistos, repensados, mudados. Às vezes,
há reação de cinismo e desconfiança que gera
descontentamento e entristece as pessoas.
Somos capazes de influenciar os outros,
tanto quanto nos deixamos também ser
influenciados. Há atitudes que geram medos e
esses prejudicam a qualidade do trabalho e
inibe a criatividade. Se conseguirmos
confiar na capacidade um do outro, criaremos
sinergia nos resultados. Pois a comunicação
sincera e objetiva gera um comprometimento
com o sucesso da equipe, proporcionando
feedback constante, ajudando cada um a
melhorar os pontos que precisam ser
reforçados.
Assim, segundo (RYAN, p.114)
as pessoas assumem responsabilidades, em
vez de arrumar desculpas. Supervisores e
subordinados admitem quando cometem erros.
Eles tomam a iniciativa de oferecer
soluções, reunindo pessoas e outros recursos
para corrigir situações difíceis. Acreditam
que, se as pessoas não cometerem erros,
nunca se aperfeiçoarão. Apóiam-se uns aos
outros quando acontecem erros e ajudam-se
mutuamente a encontrar uma maneira diferente
de fazer as coisas no futuro. [...]
p.115 Em vez de
criar distinções “nós e eles”, as pessoas
falam em termos de “nós”. Vêem sucesso,
fracasso, aprendizado e resolução de
problemas como questões de interesse mútuo.
Pensam em como seus próprios papéis e
comportamentos afetam os outros e a
organização. Sem levar em conta as
diferenças de poder entre eles, chefes e
subordinados acreditam que seu trabalho é
assegurar-se de que o outro seja
bem-sucedido.
A SINERGIA CONTAGIA O
AMBIENTE
Há autores que falam sobre a importância da
sinergia (equilíbrio entre pedir, dar e receber
colaboração) dos grupos para alcançar os
objetivos dentro das constantes mudanças. Sempre
num grupo há os mais corajosos e os menos
corajosos; devemos nos espelhar nos que estão à
nossa frente, batalharmos para avançarmos,
podendo atingir um equilíbrio no cumprimento dos
objetivos propostos. Toda mudança deve ser
centrada no conhecimento e trabalhada em nível
comportamental. Os objetivos devem ser
apresentados de forma clara para que todos
possam entender às necessidades. É importante o
reconhecimento do trabalho e do esforço de cada
funcionário em acompanhar o processo de mudança.
O apoio para que os membros da equipe enfrentem
novos desafios com otimismo, deve ser contínuo.
No livro de (WEIL, p.31-2) há menção à fala de
um psicólogo americano que dizia:
“você pode comprar o tempo de um
homem; você pode comprar a presença física de um
homem em determinado lugar; você pode igualmente
comprar certa atividade muscular, pagando-a por
hora ou por dia; você não pode comprar
entusiasmo; você não pode comprar iniciativa;
você não pode comprar lealdade; você não pode
comprar devoção de corações, de espíritos, de
almas; essas virtudes você deve conquistá-las”.
É de extrema importância para o funcionário
sentir-se reconhecido pelo seu esforço como
pessoa e como profissional. Assim ele
contribuirá cada vez mais para melhorar o
ambiente interno. Trabalhar de forma criativa,
determinada, comprometido com o bom andamento
dos serviços, com a equipe e com os resultados,
criará um sincronismo que levará a biblioteca a
atingir sucesso em seus projetos.
ADMINISTRAÇÃO
PARTICIPATIVA
Vale a pena observar o impacto
positivo que permeia um ambiente de trabalho
quando a administração se dá de maneira
participativa e democrática. Outra modalidade
de gerenciamento que também vem ganhando espaço
nos últimos anos é a administração democrática e
participativa. Esta forma de gestão procura o
completo envolvimento das pessoas na tomada de
decisões, tornando-as mais comprometidas e
responsáveis pelos rumos da organização na qual
trabalham. Constituindo-se, assim, em um estilo
dinâmico e aberto que cria oportunidades, libera
potencialidades e estimula a iniciativa
pessoal.[...] As unidades de informação, devido
à necessidade de estarem constantemente em
mudança, incorporando novas tecnologias e
procurando tornarem-se cada vez mais atrativas e
essenciais para seus usuários, constituem-se em
ambientes propícios para estas novas formas de
gestão. Os dirigentes destas unidades enfrentam
o desafio de adequarem-se a tais mudanças,
visando à melhoria da qualidade dos serviços que
prestam a sua comunidade de usuários. (VANTI,
p.2)
Não devemos ser resistentes às
mudanças. A evolução do indivíduo se dá
constantemente por meio delas. Aceite novas
oportunidades, inove, crie, reflita, investigue
onde pode melhorar, e vença as barreiras do
medo, do novo enfrentando os desafios que a
mudança te proporciona. Desde que o mundo é
mundo, as mudanças acontecem. Se não
acompanhamos as evoluções ocorridas poderemos
ficar estagnados, perdendo as oportunidades que
nos surgem. Não fique sentado à margem de um rio,
apenas observando a água passar, aprenda a nadar
para poder mergulhar quando surgir uma
necessidade. |
FALANDO UM POUCO DO MARKETING
INTERNO (ENDOMARKETING)
O endomarketing (marketing
para dentro do ambiente de trabalho) faz com
que todos os membros da equipe tenham uma
visão compartilhada sobre as metas,
resultados, produtos, serviços e objetivos
da biblioteca.
(NASSER, p.143) nos apresenta
as características do marketing interno:
Criativo:
Busca desafios, novas
estratégias para chamar atenção.
Destemido:
Ser corajoso/acreditar no que
faz/vestir a camisa.
Honesto:Prometer as coisas e cumpri-las.
Hunano:
O produto é a empresa, cada
departamento vende seu produto a outros
departamentos, todos devem saber as
necessidades de cada um.
Integrado:
Visa o bom relacionamento
entre as áreas.
Político:
Saber dar e receber
concessões.
Realista:
Busca a realidade/trabalha em cima da
verdade.
Podemos descobrir estas
características em nós. Muito daquilo que
somos hoje, foi desenvolvido no decorrer de
nossas vidas. Através do endomarketing, (BRUM,
p.46-7) nos apresenta os 5Cs (princípios
atuais, criativos e que significam
desafios):
Capacidade:
mostrando a importância do
preparo técnico, da formação, do
aperfeiçoamento independente de cargo ou
função. Através desse princípio, poderá ser
evidenciada a preferência da atual gestão
por pessoas capacitadas;
Competência:
evidenciada em dois sentidos:
na importância de fazer bem feito (sou
competente) e de assumir responsabilidades
(é da minha competência);
Coragem
de enfrentar os desafios e
correr riscos necessários para o
desenvolvimento de um determinado projeto ou
tarefa. Mostrar que o sucesso está
diretamente ligado à capacidade da pessoa
correr riscos.
Criatividade
para encontrar soluções,
saídas e alternativas para as mais diversas
questões internas e externas da empresa.
Desmistificar a criatividade, mostrando que
todos podem encontrar novas formas de como
fazer.
Coração,
ressaltando a importância de
as pessoas envolverem-se verdadeiramente com
aquilo que fazem, com a empresa na qual
trabalham e com os colegas com os quais
convivem. Este princípio serve para mostrar
também, o envolvimento da empresa com a nova
gestão.
Às vezes, refletindo, podemos
pensar...! O coração deveria estar em
primeiro lugar nessas características
citadas!
É de fundamental importância
que estejamos envolvidos de coração com o
nosso trabalho. Sabemos que o coração é
capaz de coisas tão sublimes que a própria
mente humana, que comanda todos os nossos
órgãos, não consegue dominar. Mas é
necessário que o ambiente se torne bom e só
será, se pessoas de bom coração quiserem
contagiar, com sinceridade, honestidade,
humildade, coragem, criatividade, respeito e
comprometimento tornando esse ambiente de
paz e harmonia. É fácil? Não! Mas devemos
tentar!
Dos 5Cs mencionados, podemos
verificar uma inter-relação muito forte
entre o coração, a coragem e a criatividade.
Segundo (MAY, R, p.11.) a
coragem não é o
oposto do desespero, mas é a capacidade do
seguir em frente apesar do desespero. Não é
uma virtude nem um valor entre os valores do
indivíduo, como o amor ou a fidelidade. É o
alicerce que suporta e torna reais todas as
outras virtudes e valores. Sem ela, o amor
empalidece e se transforma em dependência.
Sem a coragem, a fidelidade é mero
conformismo. A palavra coragem tem a mesma
raiz que a palavra francesa coeur, que
significa “coração”. Assim, como o coração
irriga os braços, pernas e cérebro fazendo
funcionar todos os outros órgãos, a coragem
torna possíveis todas as virtudes
psicológicas. Sem ela os outros valores
fenecem, transformando-se em arremedo da
virtude.
E a criatividade? Vamos
voltar um pouco na história para observarmos
que para criarmos precisamos de muita
coragem! Sempre que algo importante nos é
negado, criamos caminho para buscarmos
alternativas, a fim de alcançarmos meios,
para realizarmos aquele objetivo. E isso...
desde criança! Desde a antiguidade! Desde
que nos sentimos insatisfeitos com os
resultados e sabemos que podemos ir além!
Isso é coragem! É ir além, apesar do medo! É
ter criatividade para encontrar solução!
Apenas temos que tomar cuidado para não nos
tornarmos teimosos ao invés de vitoriosos.
Não podemos esquecer que a determinação,
essa pura expressão de vontade, de
decisão, de firmeza e de definição deve
estar firmemente presente nos nossos atos.
Mas não podemos achar que nos bastamos, que
somos senhores de nós mesmos. Fazemos parte
do mundo, estamos inseridos numa sociedade e
precisamos da troca de idéias, de
experiências e feedback sempre.
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